Processo de Gleisi na Lava Jato será liberado para julgamento até fim de maio.
25/04/2018 21:42 em Politica

O gabinete do ministro Celso de Mello informou que o decano do Supremo Tribunal Federal (STF) deve liberar para julgamento a ação penal em que a presidente nacional do PT, a senadora Gleisi Hoffmann (PR), é ré no âmbito da Lava Jato, dentro de um mês. Ela e o marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, são acusados pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O ministro, no momento, está analisando o caso e elaborando o voto. É provável é que o processo seja liberadO para julgamento no final de maio, em torno do dia 28, segundo a assessoria de Celso de Mello. Ele é o revisor das ações da Lava Jato na Suprema Corte, ficando responsável por conferir o trabalho do relator, analisar aspectos processuais e técnicos do processo, e devolver a ação para que possa ser marcada uma data de julgamento. O relator do processo é o ministro Edson Fachin, que assim que tiver o processo em mãos novamente poderá marcar a data do julgamento na Segunda Turma do STF.

Em setembro de 2016, a Segunda Turma acolheu, por unanimidade, a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a senadora petista, Paulo Bernardo e o empresário Ernesto Kugler Rodrigues. O Ministério Público acusa os três de receberem dinheiro do esquema de corrupção da Petrobras para aplicar na campanha de Gleisi ao Senado, no ano de 2010. Na época, o relator do caso era o ministro Teori Zavascki, morto em um acidente aéreo em janeiro de 2017.

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Na denúncia, oferecida em maio de 2016, a PGR narra que o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, a pedido de Bernardo, teria providenciado R$ 1 milhão para a campanha eleitoral da petista. A operação teria sido feita pelo doleiro Alberto Youssef, com a ajuda do advogado Antonio Carlos Pieruccini. Antigo parceiro de Youssef, Pieruccini sustenta que pegou o dinheiro no escritório do doleiro em São Paulo e levou para Curitiba, onde entregou para o empresário Ernesto Rodrigues, amigo do casal.

O corpo da denúncia tem 47 páginas e tem como ponto de partida os depoimentos dos dois principais delatores da Lava Jato: Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef.

Na ocasião do acolhimento da denúncia, a senadora Gleisi Hoffmann (PT) divulgou a seguinte nota alegando inocência e reafirmando a “certeza de que a verdade prevalecerá”:

“Embora nutra respeito pela Justiça de nosso País, é com profunda tristeza que recebo a decisão da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) de acatar a denúncia formulada contra mim e meu marido pela Procuradoria Geral da República.

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